Diz a lenda que, após realizar uma única viagem ao México, Salvador Dalí teria mencionado: “De ninguna manera volveré a México. No soporto estar en un país más surrealista que mis pinturas.” A frase do pintor espanhol reflete a história mexicana desde a época da Conquista até os dias de hoje. A figura de Malinche, indígena intérprete entre os povos originários e os espanhóis, ainda ecoa nos Estudos de Tradução feministas. Autores como Juan Rulfo e Elena Garro são os precursores do que foi considerado o realismo mágico latino-americano. Carlos Fuentes é um dos autores que representaram o boom latino-americano dos anos 1960, quando o mundo passa a conhecer a literatura produzida nessas terras. O México contaria, é claro, com um ganhador do Prêmio Nobel de Literatura: Octavio Paz. Nos anos 1990, uma obra aproxima literatura e cozinha: Como agua para chocolate, de Laura Esquivel, conquista leitores e leitoras mundo afora. Para além de grandes nomes da literatura, o México também conta com a produção das calaveras literarias, pequenos poemas muito famosos entre o público infanto-juvenil que trazem a morte como protagonista. Teria razão Salvador Dalí? Seria o México mais surrealista que o surrealismo? Que tal conhecer um pouco mais sobre a literatura mexicana nessa aula conduzida pela prof. Liliam Ramos?
Inscrições até 16h do dia da atividade mediante disponibilidade.