O tempo voa e com um piscar de olhos o ano já vai acabar, mas para quem ainda não escolheu um destino novo para conhecer em 2025, ainda há tempo. A Casamundi sugere: a Serra da Capivara!
Data sugerida: De 11 a 15 de outubro de 2025 (consultar outras datas com equipe)
Faça uma expedição inesquecível à Serra da Capivara, no Piauí — um verdadeiro mergulho nas raízes da humanidade.
Por que essa viagem é imperdível?
O Parque Nacional da Serra da Capivara é Patrimônio Mundial da Unesco, com uma das maiores concentrações de arte rupestre pré-histórica do mundo, abrigando pinturas de até 12 mil anos. Durante os passeios, guias especializados ajudam a decifrar os significados das imagens e contextualizar o modo de vida dos primeiros habitantes da região.
Além das trilhas por cânions e paisagens únicas da caatinga, o roteiro inclui visita a museus, sítios arqueológicos, comunidades locais e a vivência da cultura do sertão nordestino.
O Parque Nacional da Serra da Capivara está localizado no sudeste do estado do Piauí. A área total do parque é de aproximadamente 130 mil hectares. A vegetação predominante é a caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, com flora e fauna adaptadas ao clima semiárido.
Como o parque foi descoberto para a ciência?
A grande virada no reconhecimento da Serra da Capivara como um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo aconteceu na década de 1970, graças ao trabalho da arqueóloga brasileira Niède Guidon. Em 1973, ela iniciou escavações na região de São Raimundo Nonato. Ao lado de equipes franco-brasileiras, Niède encontrou indícios que mudariam o entendimento da presença humana nas Américas.
Qual a importância arqueológica da Serra da Capivara?
Até então, a teoria dominante dizia que o ser humano chegou às Américas há cerca de 12 mil anos, vindos da Ásia pelo Estreito de Bering. Mas as descobertas no Parque colocaram essa teoria em xeque.
O achado mais emblemático foi feito no Sítio Toca do Boqueirão da Pedra Furada, onde foi encontrado um vestígio de fogueira com datação de até 50 mil anos. Isso coloca em discussão quando e como os primeiros seres humanos chegaram ao continente americano.
Além disso, mais de 1.200 sítios arqueológicos foram catalogados, muitos deles com pinturas rupestres retratando cenas de caça, danças, rituais, animais e elementos da vida cotidiana. As pinturas são feitas com pigmentos naturais e resistiram à ação do tempo por milhares de anos.



