Há viajantes que acumulam destinos e pontos turísticos. Outros acumulam experiências e novas formas de ver o mundo. Loraine Gomes faz parte deste segundo grupo, daqueles que viajam para ampliar horizontes, rever certezas e transformar o olhar sobre a realidade. Uma das viajantes mais antigas e assíduas da Casamundi, ela acompanha a nossa caminhada há dez anos, escolhendo, repetidas vezes, viajar com curadoria, profundidade cultural e propósito.
Quando fala sobre as viagens mais marcantes já feitas com a Casamundi, Loraine não escolhe apenas uma. Desde 2016, já foram 11 viagens feitas e, cada experiência, segundo ela, traz surpresas próprias e conhecimentos que transformam. Ainda assim, dois destinos recentes ganharam destaque: a Guatemala, pela força humana, o colorido, a gentileza e a exuberância do povo foram profundamente impactantes; e os Açores, pela natureza, pelas paisagens e experiências diferenciadas.
Para ela, conhecer os destinos em grupo é um dos pontos positivos das viagens exclusivas da Casamundi. Não apenas pela segurança e pela comodidade, mas pela troca constante de percepções. “Ele amplia a visão do que se está conhecendo daquela cultura, porque são vários olhares sobre o mesmo ponto e que depois, de um modo ou outro, acaba sendo compartilhado por todo o grupo”, conta. Nesse processo, a curadoria e o acompanhamento da Casamundi fazem toda a diferença. “Nos dá um embasamento forte para o conhecimento da cultura que vamos mergulhar”, afirma. As atividades culturais pré-viagem ocupam um papel central nessa preparação: encontros, aulas e leituras que ajudam a entrar no contexto do destino antes mesmo do embarque. Para ela, viajar é se permitir transformar, e a cultura é o principal caminho dessa transformação.
Ao longo dos anos, Loraine acompanhou de perto a evolução da Casamundi — especialmente em momentos desafiadores, como a pandemia. A rápida adaptação da equipe, a criação de aulas on-line e o contato constante foram fundamentais para manter viva a experiência cultural e o sentimento de pertencimento. “É um lugar onde a gente se sente realmente em casa”, resume.

E, ainda, cita outro elemento essencial: a culinária. Não a gastronomia sofisticada, mas a culinária que nasce da terra, do solo, do clima e do trabalho das pessoas. As receitas transmitidas de geração em geração, os ingredientes locais, os modos de preparo — tudo isso, para Loraine, é história viva. Uma forma concreta de compreender um povo, sua memória e sua identidade. A trajetória de Loraine com a Casamundi revela exatamente isso: viajar não como consumo, mas como encontro, com o outro, com a cultura e, sobretudo, consigo mesma.










